O Encontro – III

Terrace

Carol chegou tarde do churrasco, e a Cris ja havia retornado para casa dos pais, tendo deixado um bilhete sobre a mesa de cabeceira de Carol:

“Carol, um rapaz chamado Paulo deixou 22 ligacoes para voce na secretaria eletronica. Ele parecia desesperado. Nao desesperado, Ansioso. Atendi duas ligacoes dele antes de pegar o caminho de volta para casa, e ele me obrigou a jurar que eu daria os recados para voce. Por favor, ligue para esse pentelho, pois ele vai encher o seu saco se voce nao ligar. Beijos, Cris.”

Carol deu um sorriso maroto. Mas achou interessante ele ter ligado. Haha, o bilhetinho com o telefone na dobra… kkkkk Funcionou, geeente! Pensou ela, tirando a roupa e dirigindo-se para o chuveiro.

Apos o banho, Carol deitou-se na cama, pegou um livro para ler, a fim de pegar no sono, pois estava cansada da noite emendada com o churrasco. Alem do mais, ela tinha que preparar um artigo para entregar na segunda ate as 2 da tarde, para publicar na revista do mes, e ela mal havia saido do titulo.

Nao demorou muito, ela deslizou para um sono reparador. E merecido.

Um telefone tocava ao longe… Era sonho ou realidade?

Carol abriu os olhos, tentando se localizar, e se deu conta de que o telefone estava tocando na cozinha. Ela se levantou, e foi atender ao aparelho que estribuchava.

– Alo! – Ela atendeu com a voz de sono, e olhou o relogio – 8:30 da manha! “Quem eh o energumeno que liga para alguem antes das 10 num domingo?” Pensou ela furiosa.

– Carol,  bom dia! Eh o Paulo.

Ela parou de respirar, sorriu, puxou uma cadeira, e sentou-se cruzando as delicadas pernas.

– Bom dia, Paulo! – O sorriso nos labios, mostrava, em sua voz, que ela gostara de ser acordada pelo telefonema. – Voce ligou ontem, minha irma falou…

– Sim, sim, liguei umas vinte e trocentas vezes… – a voz parecia animada. – Voce nao tem costume de pegar mensagens na secretaria quando retorna para casa no final do dia?

– Ate tenho, – respondeu ela, – mas ontem eu cheguei um pouco tarde de um churrasco com amigos. E foi tempo de tomar um banho e embalar num sono profundo. E como foi o seu dia?

Ele parou por um minuto, sera que ele falaria para ela que passou o dia grudado no aparelho de telefone esperando pelo telefonema dela,  ou inventaria algo mais suntuoso, do tipo que foi a praia, jogou volei, pegou onda, andou a cavalo… – Fiquei em casa com minha mae e minhas irmas… – O que nao era de todo mentira…

Conversaram amenindades, sobre o churrasco, a comida, as irmas dele, os animais que tinham. Por fim, Paulo foi direto:

– Voce nao gostaria de almocar comigo? Tem um novo restaurante bem aconchegante na beira da praia principal, que serve um camarao muito gostoso. Alem de variedades de frutos do mar.

= Paulo, nao quero ser ingrata, eu, realmente, adoraria almocar com voce hoje, mas eu tenho um artigo para entregar amanha na editora da revista, e nao estou nem no primeiro paragrafo. Poderia ser amanha, um jantar?

Ele nao esperava por um nao. Definitivamente, ele nao estava preparado para te essa negativa… Nunca ninguem recusou sair com ele. Muito menos dar uma desculpa esfarrapada de “entregar artigo para editora”, em plena segunda feira!

– Pode ser. – ele foi um pouco seco. – Espero sua ligacao, quando voce terminar o que tem que fazer.

– Pode deixar. Eu te ligo assim que entregar o artigo na Editora, por volta das 3 da tarde.

Despediram-se.

De um lado, Carol sorria e pulava. Ele esta bem interessado. Mas logo se lembrou da alianca de noivado…

Paulo, do outro lado, estava ansioso. Desconfiado. Mas sentiu que ela o recebeu com atencao. Ele aguardaria o telefonema dela no dia seguinte.

Foi para praia com as irmas e uma amiga das meninas, onde encontrou com alguns amigos da empresa, e ficaram a papear ate o final da tarde, quando se deram conta de que estava na hora de recolher para jantar e dormir. A semana prometia ser longa.

Carol, por sua vez, ficara em casa, datiliografando seu artigo, dando pausas para um cafe e um cigarro, quando ela aproveitava para ler o que estava escrevendo e fazer as devidas correcoes, sentada a mesa da varanda do apartamento que dava para a praia.

Ela o viu de sunga, saindo da agua e sentiu algo estranho no peito. Um arrepio interno, que acabou por arrepiar a sua nuca. Ele nao sabia que estava sendo observado. Mas ele sentia que alguem o olhava, pois virou-se para o predio de Carol, prescrutando qual seria a varanda dela.

Ela sabia que ele nao poderia ve-la de onde estava, pois o vidro da varanda da cobertura era espelhado, so podendo ver de dentro para fora. Mas ela sabia que ele sentiu o olhar dela.

Ela retornou para a mesa, corrigiu o que tinha que ser corrigido, e adiantou o trabalho o quanto podia, para poder dormir cedo, e continuar o final no dia seguinte, para enfim, terminar antes do almoco.

Paulo nao tinha nocao de que andar ela morava, mas passou boas horas olhando, pelo canto dos olhos, para ver se tinha algum movimento nas varandas, que ele pudesse ve-la.

Mas nada…

Ele foi para casa tomar banho e jantar. Sentou-se no sofa do escritorio, com um livro na mao, um copo de wiskey na outra, e os pes esticados na ottoman, com os pensamentos longe…

Olhou o relogio, 9:40 da noite. Pegou o telefone para ligar para ela. Mas nao precisou. O telefone tocou quando ele colocou a mao sobre ele.

– Alo! – Ele sorria

– Paulo? – A voz conhecida da noiva do outro lado, veio como um balde de agua fria. E ele nao conseguiu disfarcar.

– Adriana? – Ele parecia embaracado, e desapontado… – Que bom falar com voce!

– Amor, eu tenho uma otima noticia! – comecou ela animada, ignorando o tom estranho na voz dele. – Estou voltando em duas semanas para o Brasil!

Aquela, sinceramente, era a ultima noticia que Paulo esperava. Afinal, Adriana estava para voltar apenas dali a quatro meses! O que que aconteceu, meu Deus?!

– Nossa, que boa noticia! – tentou disfarcar a voz de decepcao. – Mas por que voce vem antes do termino do seu intercambio?

– Paulo, eu nao estou mais me aguentando de saudades de voce, nao vejo a hora de estarmos juntos, de comecarmos a planejar nosso casamento. Enfim, estou morrendo de saudade do meu amorzinho.

Ele sabia que ela estava falando serio, mas nao estava muito interessado em conversar sobre casamento agora, e com a voz meio rude, falou:

– Dri, eu nao estou preparado para comecar a planejar o nosso casamento agora! Tenho que ser sincero com voce. Afinal, voce esta retornando com tres meses e meio de antecedencia, e eu nao pensei em nada, ainda, a respeito do casamento. – E colocando um pouco de docura na voz… – Por que voce nao termina o seu intercambio, como programado, enquanto vou me organizando aqui. Alem do que, o apartamento que compramos parece que nao ficara pronto antes de seis meses. E voce estando aqui, vai acabar se estressando…

Adriana pensou. Por um lado ele estava certo…

– Voce nao comprou a passagem ainda, nao Dri?

– Nao, amor. Eu ainda nao comprei. Estava pensando em comprar amanha, quando saisse  da Faculdade. – Ela deu uma pausa longa… – Voce esta certo, amor, eu vou acabar estressando se estiver ai antes. Pelo menos aqui eu tenho as materias para estudar, que me ocuparao.

– Boa menina! – Paulo falou brincando, mas com o alivio exposto na voz. – Quatro meses passam rapido, Dri. Voce vai ver!

– Eu sei, amor… Mas a saudade esta tao grande… – a voz parecia chorosa. – Voce nao poderia vir passar uma semana comigo? – Ela falou mais excitada.

– Vou ver o que posso fazer, Dri. – Ele respondeu rapido, mas fora pego de surpresa. – O escritorio esta uma loucura, eu tenho que ver como vou me arrumar para tirar uma semana para ir ai.

– Tenta, vai Paulo… – Ela pedia que nem um gatinho. Ela era muito carinhosa com ele. Mas era muito manipuladora tambem.

– Vou ver, amor… – Ele queria desligar o telefone e ligar para Carol agora! – Nos falamos no meio da semana. Vai descansar, ai ja eh bem tarde.

Ela concordou e eles desligaram o telefone.

Paulo conferiu se tinha linha e ligou para Carol.

Quando ela atendeu, com a voz meio sonolenta

– Carol, preciso de te ver agora! Voce ainda esta acordada?

– Nao estava ha dois minutos, mas agora estou. Apt C-101.

… Continua no proximo post…

P.s.: Foto do Blog: http://www.cgarchitect.com/2012/10/alpha-ville-residence—living-view, Post de Michel Amorim CGArchitect

U Engolindo livros de Organizacao, Psicologia, Umbanda, Quimbanda, e sem banda nenhuma?

Porque cargas daguas perdemos os controles na nossa vida, que estava como se um navio num mar calmo e sereno e, de repente, por conta de um desnivel da serotonina, ou mesmo uma queda brutal da vitamina B12, o que antes controlavamos com a seguranca de um Papiparovv, maestro russo, de grande habilidade nos compassos de um orquestra, viramos a caricatura do Bussunda, do Casseta e Planeta, que era engracado, mas nao tinha nenhuma intimidade com os innstrumentos musicais, muito menoa com as melodias.

Mas vamos ao ponto.

Uma colapso ha um ano atraz, proveniente de um ataque de panico, me fez perder o controle de tudo. E olha que tomando remedio para cintrolar o deficit de atencao.

Poia bem, a dose foi ajustada, me deram um contenedor de ansiedade, que nem sei o nome, mas so tomo em casos onde eu sei que nao conseguiei me conter.

Diante desse caos , eu estava desesperada para dar um geito na minha casa, futucando o google, eis qie achei a Pricila Saboia…

Assisti algua videos dela, e pensei, gente, essa guria parece amiga da gente, daquelas que chega no seu quarto ja descalca e deita na sua cama, abracando todos os travesseiros para comecar a contar dos ultimos casos da semana!