Veroes de uma vida… I

Praia da Bacutia

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Foto de Hilda Ferreira

Aquele verao comecou de forma diferente. Realizando um sonho de muitos anos, meus pais, finalmente, construiram a casa de praia dos sonhos.

No inicio da construcao, ainda em 1979, as ruas eram todas de terra batida, mas comecavam a colocar meios fios nos quarteiroes, pois naquele ano o loteamento Nova Guarapari seria lancado. Por um lado seria bom, pois teriamos energia publica mais abundante, e asfalto nas ruas.

A casa demorou alguns meses, apenas, para ficar pronta. E o melhor da bossa: o loteamento estava no gatilho para ser lancado. E foi lancado em altissimo estilo numa novela das 8, Agua Viva, tendo como protagonistas a linda Lucinha Lins e Pedrinho Aguinaga. Uau! Sucesso total no Brasil.

Mas nao para por ai, a novela tambem trouxe o windsurf, que foi a febre naquele ano, e por muitos anos posteriores, colorindo os mares benditos com bons ventos, de velas mil.

O quarteirao da minha casa era o ultimo a beira da praia, e tinha apenas quatro imoveis, minha casa numa esquina dividindo o muro com a outra, que dava para a esquina da praia. Apesar de nao ser diretamente na praia, do meu quarto eu podia ver o mar e ouvir o barulho relaxante das pequenas ondas quebrando na areia. Era de fazer qualquer um dormir rapidamente apos o dia na praia estirado ao sol.

A praia da Bacutia, que foi onde eu tirei a minha primeira foto na praia (quando encontrar esta foto eu publico, pois meu album de bebe ficou no Brasil).

Bom, voltando ao verao de 1980…

Pois bem. foi bem memoravel. A praia era, praticamente, so da nossa familia, mas nos tinhamos servico de algumas barracas (hoje atendem pelo nome pomposo de quiosque), que nos serviam agua de coco gelada, refrigerante e cerveja, alem do famoso peroa frito com batata. (posso ate estar equivocada, sendo apenas alguns vendedores ambulantes).

Mas, o importante e que tinhamos a praia todinha so para nos, principalente apos as duas da tarde, quando os poucos gatos pingados se recolhiam para almocar, mas nos tinhamos o privilegio de almocar e voltar para praia mais no final da tarde, quando, entao, iamos explorar as pedras que circundavam a enseada, nos separando de duas enseadas, a Praia de Peracanga (na epoca Guaibura) e a Praia dos Padres, uma praia, literalmente, particular, que so tinhamos acesso pelas pedras, pois o terreno ao redor da mesma pertencia aos padres Salesianos, e era proibida a entrada.

Comecamos com a inauguracao da casa, no reveillon, onde reunimos as familias por parte de meu pai e por parte de minha mae. A casa era uma festa so. Primos para todos os lados, comidas deliciosas, o cheiro do reveillon espalhando-se pela alameda Salinas, onde brincavamos na rua. Nao havia carros. Nao havia transito. Os carros que la estavam, estavam para a festa de inauguracao da casa, que era a unica da rua, pois a outra dava entrada para a Av. Vina Del Mar, que beirava a praia.

Seria estranho falar que sinto o cheiro daquela noite ate hoje?

Pois bem, a nossa alegria era imensa! Nossos primos vinham nos visitar, faziamos churrascos na garagem, que mais tarde se tornou uma edicula com banheiro e cozinha, mas naquela epoca nos tiravamos a mesa da sala de jantar pela janela, afastavamos os carros e o pau quebrava na churrasqueira.

Tanta memoria boa nos temos de la…

A saga esta so comecando com historias de um verao de outra vida.

Xoxo

MT

Uma ligacao perdida… do passado.

telefone-antigo-retr-vintage-dlg-preto

E ai que voce vai ver as ligacoes perdidas no seu telefone e… PLAH! Um numero do seu passado longinquo aparece la!

Eu logo pensei – Nossa, alguem la de casa tentou falar comigo!

Mas era alguem la de longe… de 1970 e pouquinhos… Era o numero do primeiro telefone da minha memoria remota… 2539… que depois virou 3539…

Fiquei divagando com o tal numero na cabeca, pois nao acredito nem em coincidencias nem em acasos. Se algo tem que acontecer, ou aparecer, isso vai acontecer ou aparecer. Mas assim, vindo de tao longe?

Nao era um telefone  preto, como o da imagem, mas era um telfone branco, como este aqui

telefone antigo branco

Mais ou menos assim…

Achei tao engracado, lembrar do numero veio-me a imagem do aparelho na memoria…

Isso eh coisa de gente velhar, geeente???

Me digam, aqui, qual o primeiro numero de telefone que lhes vem a cabeca?

Conta pra mim, eu gostaria muito de saber!

Xoxo,

Maria Paula Thompson

 

Observacao: imagens tiradas do Google.

Comecando, Recomecando…

Se compararmos a vida a uma cancao, devemos nos lembrar que sempre podemos recomecar a ouvir esta cancao.

E esta eh a minha historia. Sempre recomecando.

Me reporto a musica do Ivan Lins, Comecar de Novo, do seriado Malu Mulher, estreado por Regina Duarte, nos anos 80. A historia de uma mulher que recomeca a vida apos o divorcio.

Naquela epoca, gente, o divorcio era tabu total, e uma mulher divorciada era tida como indesejada , incapaz de manter um casamento, mesmo nao sendo ela a propositora do divorcio. Afinal, ela nao teve pulso para manter o casamento, por isso foi “abandonada”. Acreditem ou nao, esta mentalidade era normal.

Ok, mas voltando para o Seculo XXI, me deparo com recomecos… E o primeiro deles aconteceu ha cinco anos atras, quando, em uma epoca dessas, estava desmontando meu apartamento em Vitoria, no Espirito Santo, para recomecar uma vida em outro pais, seguindo meu coracao, num literal ato de ‘coragem’ – agindo pelo coracao, pela etimologia da palavra.

E agora, Outubro de 2017, me deu vontade de fazer essa viagem ao passado recente, e dividir com alguem os ultimos cinco anos, que pareceram cinquenta, de tanta coisa vivida em apenas 60 meses…

Cada post contara, randomicamente ta bom, um momento vivido e superado, revestido de aprenizado, de conquistas, de vencer metas e chegar cada vez mais proximo ao objetivo, tracando outros objetivos e refazendo metas.

Vem comigo nessa viagem…

Nos encontramos na proxima estacao!

Beijos mill, A boneca se organizando.