Conto – O Encontro

casal fofo9

Quem de nos, num momento de nossas vidas nao pegou um diario, escrito la longe, quando voce tinha seus vinte e poucos, e numa das pagina se depara estampado um sorriso que voce nunca esqueceu…

Ao seu lado, uma verdadeira escultura de Davi, esbanjava charme com o seu sorriso de propaganda de creme dental, e voce com a pele dourada pelos dias de exposicao ao sol, reluzia, assim como o longo cabelo, cor de ouro e ambar, que pendia ao seu obro, numa tranca desplicente,

Carol e Paulo se conheceram em uma festa da alta sociedade da cidade que eles moravam e viera a participar da festa como par de uma das meninas que dancariam a Valsa dos 17 anos, no aniversario da anfitria, e que seriam, entao, apresentadas a socidade local, e tambem de algumas cidades vizinhas, que viam a oportunidade de casar seus filhos varoes, com essas mocas, que, naturalmene, viviam numa nata, pois tinham certo dinheiro. E o rapazes convidados, na sua maioria pelos pais da aniversariante, eram o filhos dos empresarios mais abastados, dos profissionais liberais de destaque, ods donos de comercio tradicionais e repeitados, enfim, pessoas que possuiam “berco”, educacao e estudos.

E esses que vieram a dancar com as convidadas da aniversariante, eram figurantes. Mas figurantes que acabavam, muitas vezes se tornando em ator coadjuvante na vida de uma ds convidadas da festa. E esta convidade acabou sendo, justamente, a Carol.

Mas antes de entrar nesse momento da historia da Carol, vamos fazer dar um reload nesse dia especial, antes dela tomar conhecimento do aniversario da vizinha.

Quando foi iniciado o horario de verao, e munida de um desejo de fazer alguns exercicios apos o trabalho para poder se concentrar mais em sua luta com a perda de peso, Ivana costumava andar de bicicleta por uma hora, todos os dias, chuvesse ou fizesse sol, na orla da praia que embelezava o seu bairro. Era um circuito de uma hora, mais ou menos, pois tinha transito do fim do dia, e a avenida principal ficava bem atravancada. Naquele dia, em especifico, ela se atrasou no retorno do circuito, mas nem se preocupou, tendo em vista nao ter combinado nada com as meninas.

Ela chegou em casa e foi falar com a irma mais nova, a Cris, que estava se arrumando para ir a tal festa onde os Tenentes do exercito iriam dancar com as amigas da aniversariante.

Cris, que ainda estava escolhendo o que vestir, perguntou a irma mais velha:

— Carol, a Patricia desistiu de ir na festa de Roberta, e eu estou com o convite dela, voce gostaria de ir?

Carol tomava um suco qualquer e olhou para a irma pensativa…

— Sera que nao vai dar treta? Afinal, a familia da menina que faz aniversario ja foi nossa vizinha… kkkkk.

— Que nada, mana! Com a quantidade de pessoas que vai estar por la, certamente, ninguem prestara atencao em quem entrou com o convite enderecado a ele, ou ela. – e empurrando Ivana para o Banheiro, ja dizendo que o taxi passaria para pega-las em 40 minutos. O que quer dizer que a producao teria que ser digna de coxia de desfile de beleza.

Pois bem, Carol ficou pronta em 20 minutos, para nao fazer ninguem espera. Cabelos, joias, maquiagens, e outfits perfeitos. Parecia ter saido de uma revista de moda.

A irma e a amiga que chegara enquanto Carol estava no bamho, se impressionaram, e ela foi motivo de brincadeiras durante o trajeto do taxi da casa delas, ate o cerimonial onde estava sendo realizado o evento.

Tudo correu tranquilamente. Nao teve aquele, cara-cracha-cara-cracha na entrada, ate por que a tecnologia daquela epoca, no Brasil, ainda era paleolitica. ficando restrita as grandes empresas estatais ou multinacionais.

Pois bem, a festa ja havia comecado ha uns vinte minutos, e os garcons comecaram a servir as bebidas e os salgados, que diga-se de passagem, pareciam divinos.

Carol nao conhecia muita gente da festa, e sua irma foi se aboletar com as amigas, enquanto ela, com a desculpa de pegar uma taca de vinho, deu uma volta enorme no salao, ate chegar perto da porta de entrada da cozinha (ela sempre fazia isso, ficava amiga dos garcons e tinha um tratamento VIP a noite inteira). Mas, enquanto ela se dirigia para a entrada da porta da cozinha, ainda do outro lado do salao, ela bateu os olhos num dos oficiais. Mas nao foi nos olhos, mas na bunda que parecia estar provocando ela.

Sem muito trejeito, ela, ao passar perto dessa bunda, deu-lhe um beliscao, continuando o seu caminho, como se nada tivesse acontecido, acabando por parar na porta da cozinha, alguns passos adiantes, e continuar de costas, pois estava se contendo para checar a reacao do tenente, mas nao tinha ideia de como ele era de frente. So conhecia a bunda dele…

— Voce parece conhecer o lugar estrategico. — disse uma voz atraz dela, e ela se virou sorrindo, para concordar.

— Sim, sempre faco isso nas festas aqui neste cerimonial, pois ja conheco, praticamente, todos os garcons.

— Sei… — pausa meio longa. — Voce costuma beliscar a bunda das pessoas que voce nao conhece, ou eu fui eleito para ser o primeiro?

Neste momento, ela nao se aguentou, e caiu na rizada. Ele acompanhou, pois o momento nao tinha outra coisa para se fazer.

E, recobrando o folego, ela pergunta com a cara mais cinica: — Entao voce eh o dono dA Bunda! — E eles caem na risada novamente. Pois aquela era uma situacao que, nenhum dos dois, ao se arrumarem para ir a tal festa, tinha imaginado que poderia acontecer.

Apos o papo inicial, ele a chamou para dancar, e tentou beija-la. Assim, do nada! E ela desviou, passando por debaixo do braco dele, que estava bloqueando sua saida, o que deixou ele meio fuzilado de raiva, pois ele se achava a ultima bolacha do biscoito, e ele colocou a mao na testa com o indicador e o polegar, formando um L, e perguntou:

— Voce ta me fazendo de otario? – parecia uma pergunta ofensiva, mas ela nao conseguia parar de rir daquela situacao, mas respondeu com educacao.

– Nao, absolutamente, eu so nao quero beijar alguem que nem o nome eu sei! Nao sei da onde vem, nem para onde vai.

E foi nesse momento que ele se deu conta de que ainda nao tinham se apresentado ainda. – Prazer, meu nome e Paulo, e o seu

— E o meu Carol.

… Continua no proximo post…

 

  1. S.:Este texto e so uma estoria, qualquer semelhanca com acontecimentos reais, sera mera coincidencia.